Conam diz que decisões na prefeitura de Taboão da Serra são tomadas “entre pizza e cerveja”
terça-feira, 14 de junho de 2011Nesta segunda-feira, dia 13, a CPI que investiga as faudes no sistema financeiro em Encontra Taboão da Serra ouviu pela segunda vez o responsável pela Conam, Walter Penninck. E mais uma vez uma declaração sua causou polêmica. Segundo o representante da empresa, as decisões tomadas na administração pública são feitas depois do expediente, “entre pizzas e cervejas”.
De acordo com Penninck, o processo de planejamento nas administrações municipais acontece de forma errada. “Cabe na mão o número de secretários que participam da elaboração do orçamento municipal. Na maioria dos casos, no final do expediente, tudo é decidido entre pizzas e cervejas”, afirmou.
Segundo o economista, muitos secretários só ficam sabendo o que acontece dentro de suas pastas quando acessam sites como o da transparência pública. Penninck ainda disse que o contador público que presta serviço para as prefeituras, de modo geral, não conhecem contabilidade. Outra informação que chamou a atenção é que Valadão, secretário de finanças que foi preso na semana passada, foi aluno de Penninck na faculdade.
Rinaldo Abreu, outro representante da empresa Conam, também criticou a forma como as “coisas acontecem dentro da prefeitura”. Segundo ele, a administração de Taboão da Serra havia pedido dois projetos que foram feitos de “forma até mesmo voluntariosa”,mas que não foram para frente. “As coisas às vezes não andam na prefeitura”, reclamou.
Língua ferina
Essas não foram as primeiras críticas feitas pela Conam contra o governo do prefeito Evilásio Farias. No seu primeiro depoimento, Penninck já tinha causado polêmica e mau estar na prefeitura de Taboão da Serra.
O diretor da Conam fez duras críticas ao quadro funcional da prefeitura. “A prefeitura de Taboão da Serra não tem um quadro de pessoal, hoje são tocados por livre nomeados e estagiários. Como pode deixar um estagiário tomar conta da dívida ativa da cidade? Eu não posso me envolver nisso, só quando sou provocado. É comum você vir aqui em Taboão e capacitar o funcionário, quando você volta, ele já não está mais aqui”, disse.
Segundo Penninck, outro fator que contribui com as fraudes é o fato da prefeitura manter a arrecadação em postos próprios, obrigado o sistema a ter aberturas para a baixa manual de cada imposto pago. “A tesouraria e o Atende precisa ter uma agência bancária para que o pagamento deixe de ser baixado manualmente. Se isso existisse, essa fraude nunca teria existido”.
Fonte: O Taboanense
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