Operação Sono Bom fecha bares em Taboão da Serra
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012Na madrugada desta sexta-feira, dia 13, e no sábado, dia 14,uma mega blitz realizada em guia Taboão da Serra fechou bares e casas noturnas que desrespeitavam a Lei do Silêncio na cidade. A operação denominada de “Sono Bom” contou com o apoio da GCM, da Polícia Militar, do Conselho Tutelar, da Fiscalização e da secretaria de Trânsito.
A operação começou na sexta-feira, por volta das 23h, a blitz começou pela região central, a rua Levy de Sousa e Silva, que aglomera barzinhos, palco de encontros e happy hours, desta vez não foi poupada, após verificada a documentação e comprovada sua irregularidade as portas de todos os bares foram fechadas.
Os clientes, na sua maioria jovens, que tomavam as calçadas com cadeiras e mesas e até mesmo boa parte da rua, se surpreenderam com a notícia “Como assim? Todos esses barzinhos serão fechados? [referindo-se a rua Levy de Souza e Silva] Estão todos irregulares? Nossa, eu nunca imaginaria, bom eu pago a conta!” Questionou ironicamente a jovem Bianca, de 19 anos.
A rua que movimenta a região Central de Taboão da Serra, ficou um verdadeiro breu. “Eu vou para minha casa que eu ganho mais”, disse Adriana, de 25 anos. Já o amigo Ronaldo desabafa: “eu vou é pra Vila Madalena, lá sim é lugar de diversão” declarou.
O “batalhão do sono”, forma com que os moradores apelidaram a blitz, continuou a apurar as denuncias feitas pelos munícipes nos últimos meses. Além da região central, bares, casas noturnas e até mesmo quadras de futebol society foram alvo da fiscalização na alça de acesso da Régis Bittencourt, Jd. das Oliveiras, Jd. Marabá e Jd. Trianon.
“Eu apoio essa operação, todos na rua apoiam. Acho que os comerciantes abusam muito, não respeitam os moradores que vivem com um barulho infernal. Acho que tudo tem um limite, o direito deles acaba quando começa o meu”, desabafou um morador da rua Levy de Souza e Silva, que pediu anonimato, mas garantiu que sofre com o barulho na porta de casa há mais de dois anos.
Outra moradora que reside ao lado de um bar, estava contente com a operação “Olha eu já denuncie varias vezes, nunca dá em nada. Às vezes vinha a polícia aqui, falava para baixar o som e ia embora, desta vez, eles estão baixando as portas” declarou pedindo anonimato por medo de represaria.
No primeiro dia de operação, foram baixadas as portas de mais de dez estabelecimentos, realizadas cinco notificações pelo Conselho Tutelar, mais de dez autuações pela fiscalização, cinco multas de trânsito, além de inúmeras abordagens pela Polícia Militar e GCM.
No segundo dia de operação, 11 estabelecimentos foram fechados, 16 notificações foram feitas, treze autuações de trânsito e mais de 40 notificações do Conselho Tutelar, além de dezenas de abordagem foram realizadas pela PM e GCM.
Para o supervisor da Guarda Civil, Alonso, toda a população pode contar com o apoio e serviços da GCM. “A população pode denunciar, nossa tarefa é fazer cumprir a lei, estamos aqui para dar apoio aos órgãos que se fazem presentes”.
Acidente
Durante a blitz, um claro exemplo de abuso. Um motoqueiro que não possui habilitação, estava sem capacete e dirigia com copo de com bebida alcoólica na mão, desesperou-se ao dar de frente com várias viaturas que realizavam a blitz e bateu de frente em uma viatura da GCM. O caso foi encaminhado ao primeiro DP de Taboão da Serra, para registro da ocorrência.
Fonte: O Taboanense
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